Como ser famoso no Brasil

Fico puto com certas coisas e uma delas é como o ser humano, em especial o brasileiro, faz vistas grossas a atitudes imprestáveis e adora um coitadinho pra sustentar.

O Brasil é a terra do coitadismo. Pra fazer sucesso por aqui basta ter mídia e se fazer de coitado.

Geisy Arruda  

Botou um vestido chamativo de prostituta pra chamar a atenção de algum idiota de mau gosto de sua faculdade, já que obviamente seria impossível para ela conseguir isso por vias normais. Universitários imbecis então ficaram chocados com aquela verdadeira visão do inferno e como verdadeiros desocupados que são resolveram dar o que a feiosa queria: atenção e notoriedade, mesmo que de forma negativa. Resultado: mídia. Ela então chorou e se fez vítima de preconceito. Resultado: coitadismo.

MÍDIA + COITADISMO = Geisy famosa e bombando em programas de TV, idolatrada por Brasileiros retardados que não sabem o que são eleições diretas mas sabem quem é Geisy Arruda.

Bruna Surfistinha 

Prostituta que ficou famosa ao montar blog contando putarias. Resultado: mídia. Pouco depois, deu depoimentos em programas contando sua vida, dizendo como foi sofrida, como foi vítima de uma sociedade desigual e blábláblá caraleo blábláblá e etc. Resultado: coitadismo.

MÍDIA + COITADISMO = Bruna Surfistinha mesmo tendo cara de traveco se tornou famosa, modelo, filme de sua vida aprovado pelo Ministério da Cultura custeado pelos nossos impostos e ainda escritora de best-sellers.

Podemos falar também de Ex-BBBs coitadinhos, craques de futebol com “problemas psicológicos” (mas que adoram uma putaria) e etc.

Qualquer um desses perfis + mídia = todo mundo fica com peninha.

Ronaldo, por exemplo, caga dinheiro, se envolve em polêmicas por querer ter uminha com  travestis, engravida modelos, vai em camarotes de carnaval curtir a vida e mesmo assim tem gente com peninha, quer ele na seleção, quer reabilitar o cara, como se ele precisasse desse bando de brasileiros fudidos que querem ajudar um cara que se quiser limpa o rabo com notas de 100 e que cai fora desse país a hora que ele bem quiser.
Adriano gasta dinheiro, bebe, se quiser come dezenas de vadias por semana, bebe, vai em baile funks, bebe, abandona por livre e espontânea vontade a vida regada a vinho e azeite na Itália, bebe e ainda assim tem gente que acha que ele é um coitadinho que precisa de ajuda, querem ele na seleção, compram camisas dele e usam como forma de idolatria, o tratam como ídolo e exemplo.

Brasil está longe de ser uma terra que valoriza os trabalhadores. Ídolos aqui são Geisy Arruda, Bruna Surfistinha, Adriano, Globo, Ronaldo, BBBs… realmente o Brasil é um país que merece os ídolos que tem.

Será mesmo que jogadores de futebol multimilionários que transam com modelos precisam da ajuda e pena de um trabalhador de classe média assalariado que não consegue nem chegar perto de transar com uma modelo? Será que as pseudo-celebridades precisam do tempo que gastamos dando mídia pra esse tipo de gente? Porra, acordem imbecis do caraleo!!!

Enquanto todo mundo está falando do Adriano, achando ele coitadinho porque se envolveu numa briga com a noiva e gosta de uma festança no Rio blábláblá, ele continua com suas finanças lá em cima, e você paspalho está aí perdendo tempo fofocando dele e achando que ele precisa de ajuda, o idolatrando, como se ele não fosse adulto e dono do próprio nariz.

Quem sabe um dia o brasileiro em geral deixe de ser alguém que idolatra pessoas que fazem coisas erradas e que gasta tempo e dinheiro tentando ajudar pessoas que não querem ser ajudadas e que CAGAM e ANDAM para a pena que os outros sentem dela.

Enquanto isso, se você quiser ser famoso no Brasil, não trabalhe. Lembre-se da receita mágica: se faça de coitadinho e arrume grande exposição de mídia.

Fazer parte de uma “minoria” e arrumar uma vaga no BBB é atualmente o caminho mais rápido para isso.

Vão se fuder.

OBS.: Óbvio que existe gente bem sucedida que trabalhou pra cacete e conseguiu ser rico ou famoso. Mas até eles concordam que se fazer de vítima e se lamentar num programa de auditório contando um caso escabroso é muito mais fácil de obter fama no Brasil do que efetivamente ser um trabalhador honesto. Se você mesmo assim prefere ser um trabalhador comum e honesto que é pisado pela massa adoradora de badboys e pseudo-celebridades, aceite meu aperto de mão honrado pois somos dois.

Doutrinador

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